
Pois é, isto está a ficar sério, mais uma exposição…
ESTÃO TODOS CONVIDADOS a visitar a exposição de Fotografia ”DESCOBERTAS” patente ao público no átrio dos Paços do Concelho da Câmara Municipal de Vidigueira, entre 22 de Julho e 31 de Agosto de 2009.
A visão e interpretação cruzada das objectivas de Manuel Carvalho, Jorge Salvador e Joaquim Oliveira, com discursos diferenciados mas coerentes na intenção, fazem deste projecto “DESCOBERTAS” um desafio à liberdade de olhar transformando o sonho num espaço sem tempo e construindo a mudança num tempo sem espaço.
D
escobrir sensações, desenhar o belo que existe em cada recanto, interpretar as formas cristalinas da natureza, revelar a magnitude do gesto, desvendar o insondável mistério das formas invadidas pela magia da luz, libertar a matéria da intencionalidade imediata e semear em todas as direcções a universalidade e harmonia musical do instante retido em cada fotografia.
E
spreitar os insondáveis segredos, conferir verticalidade ao gesto, realizar o sonho da conquista do intangível, configurar a escala das geometrias variáveis, oferecer a liberdade quer ao mais infinitamente pequeno e distante objecto quer à maior forma de vida na plenitude da certeza de que tudo e todos somos demasiado importantes e incomensuravelmente significantes.
S
aber intemporal a arte e o desafio de fotografar, como se uma transcendência filosófica da caverna, com sombras quase suspeitas e iluminadas, e luzes reveladoras mas delicadamente ocultas, desafiasse todos os equilíbrios e nos devolvesse novos universos e realidades diferentes das observadas.
C
onquistar a singularidade da experiência de descobrir é uma das ambições supremas da condição humana. A fotografia constrói, edifica, reabilita e memoriza a plenitude ínfima das possibilidades sensoriais ao alcance do olhar, oferecendo-nos explicações sobre o inexplicável, exercitando em nós a inquietação face às cumplicidades insuspeitas e a conformidade com o desconhecido.
O
lhar em liberdade com privacidade e intimismo o mundo à nossa volta, oferecendo intencionalidade à relação com o objecto e com o outro sem nunca transgredir o direito à individualidade são as condições supremas da arte de fotografar.
B
uscar o que ainda não vimos ou sentimos, revelando a diferença na unidade e a união na diversidade, pesquisar novos ângulos, atravessando com o olhar as cortinas que nos toldam a visão, rompendo as arquitecturas convencionais, conduz-nos para novos universos onde habitar o que sentimos e viver o que que pensamos faz crescer em nós vigorosos troncos e pernadas de felicidade e bem-estar.
E
nvolver o espírito humano numa impressiva manifestação de criatividade e devolver o seu resultado libertando a cor, a forma e a luz representa a ambição última da missão humanizadora do fotógrafo: olhar sinalizando o caminho e caminhar abrindo novas perspectivas ao olhar.
R
ealizar navegações sem bússola até que o olhar seja invadido pela luz da descoberta, cruzar espaços, transpor barreiras, espreitar o instante revelador, aguardar sem tempo a dádiva, negociar com o objecto sem ficar preso na sua luz, suspeitar do caminho fácil recusando a temporalidade do acontecimento previsível.
T
ransformar a luz escura em sombra luminosa e a ténue escuridão num irradiante foco faz da descoberta um retrato da nossa esperança: metamorfosear o sonho num espaço sem tempo e construir a mudança num tempo sem espaço.
A
mar cada gesto, revelar as emoções e as sensações partilhadas em muitos momentos de cumplicidade e camaradagem, devolvendo à imagem o brilho da intensa beleza do que nos rodeia e ao qual não devemos ser indiferentes mas sim absolutamente cúmplices.
S oltar a imaginação…
destaco a grande imaginação do meu amigo jorge salvador na elaboração deste texto...